Sessão Comemorativa Cineclube Bamako – 9 Anos

Somos ativistas negres, feitos de audiovisual.

O audiovisual negre nos abriu perspectivas transformadoras e transformações valorosas, onde pudemos ser coletivo e individual. Refletimos sobre quem somos, para onde vamos e como iremos. Nesses nove anos de estrada, aprendemos e reaprendemos em todas nossas ações, sejam elas cineclubistas, pedagógicas ou de produção audiovisual. Aqui diminuímos angústias, ampliamos escutas e olhares, somos mais fortes. 

Como aprender e reaprender faz parte de nossa história, queremos seguir estradas não trilhadas ainda por nós, estradas onde a humanidade também está a cada dia descobrindo novos olhares e perspectivas, queremos abordar temas ainda pouco conhecidos e aprofundar as aprendizagens sobre temas que já debatemos.

Nossa nova temporada será iniciada pelo tema capacitismo, que é a opressão e a discriminação praticada contra a pessoa com deficiência. Trazendo o olhar e a escuta da negritude sobre esse tema, fazemos alguns questionamentos: 

Como é conviver com o racismo e com o capacitismo ao mesmo tempo? 

Como a sociedade poderia repensar sua estrutura para lidar com corpos negros que sofrem diversas outras opressões?

São questões que serão debatidas*, e quem sabe respondidas, pelas pessoas que sentem isso na pele, pois respeitamos o lugar de fala! Também discutiremos sobre as questões de gênero e sexualidade em corpos negres diversos, corpos que resistem e re-existem.

Esperamos vocês na sessão de comemoração de nove anos do Cineclube Bamako, celebrado em 11 de Julho, vamos aprender juntes, em coletivo.

*O debate no dia 11/07 às 15h, terá caráter formativo e haverá emissão de Certificado. Para se inscrever preencha o formulário clicando AQUI

CONVIDADES:

Odailta Alves (Debatedora) – Odailta Alves (1979), mulher negra, lésbica. Escritora, educadora, atriz e ativista dos Direitos Humanos, com ênfase em práticas antirracistas. Nasceu na favela de Santo Amaro (Recife/PE). Possui Mestrado em Linguística pela UFPE e é concursada na Secretaria de Educação de PE. Tem 6 livros publicados: Clamor Negro, Cativeiro de versos, Letras Pretas e Nenhuma Palavra de Amor (poemas), Escrevivências e Pretos Prazeres (contos).

Liu Dias (Debatedor) – Nascido em São José do Belmonte, criado na capital, Recife, Liu Dias é mestre de côco de sala, poeta, compositor e enxadrista. Há sete anos carrega com o orgulho o título de Mestre de côco de sala, tendo participado de diversos grupos culturais.

Cora Fagundes (Realizadora) – Cora Fagundes, 29 anos. Estudante de psicologia, atriz em formação, roteirista e produtora cultural. Se considera a(r)tivista, acreditando em um fazer artístico e sociopolítico, que dê voz as narrativas negras em diáspora.

SINOPSES

Aleijo – Ficção, Cora Fagundes, PE, 2021, 1’

 O curta é o resultado de uma atividade proposta, após uma oficina de introdução ao audiovisual pelo celular. Foi meu primeiro trabalho relacionado ao audiovisual, embora já escrevia roteiros para Teatro. O curta “Aleijo” é do ano de 2021. Baseado no conto Aleijo, do livro Pretos Prazeres, da escritora pernambucana Odailta Alves, o curta “Aleijo” conta a história de Dandara, mulher negra e que utiliza cadeira de rodas, e é pega no flagra no ato da traição em uma de suas aventuras amorosas. Pretende-se alavancar algumas reflexões em relação aos corpos invisibilisados e afetos das mulheres negras, periféricas, bissexuais e cadeirantes, além de trazer uma subversão para o significado da palavra aleijo.

A Pequena Vendedora de Soleil – Ficção, Djibril Diop Mambéty, Senegal, 1999, 45‘

Sili Laam (Lissa Balera) é uma destemida menina deficiente do Senegal. No local onde vive, a venda de jornais é uma atividade feita exclusivamente por meninos. Mas, em uma certa manhã, Sili decide ignorar esta regra e passa a vender cópias do Soleil, o jornal do governo, irritando os “concorrentes” do sexo oposto.

Grigris – Ficção, Mahamat-Saleh Haroun, Chade/França,2013,101‘

Grigris é um jovem de 25 anos de idade, sem movimento em uma das pernas. Apesar disso, ele sonha em se tornar dançarino. No entanto, quando seu tio contrai uma doença grave, ele abandona o sonho da dança e aceita trabalhar para traficantes de combustível para conseguir dinheiro.

Publicado por cineclubebamako

Cineclube sobre cinemas africanos e da diáspora. Cultura negra no Brasil e no mundo. Audiovisual e Educação Popular. Recife-PE / Porto Alegre-RS, Brasil

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